sábado, 10 de novembro de 2007

Dilema Moral

O dilema moral é toda situação onde a decisão ou omissão daquela pessoa irá influenciar, e, até mesmo, definir a situação de uma pessoa ou um grupo de pessoas.

RPGs, por exemplo, utilizam o dilema moral há muito tempo. RPG é uma modalidade de jogo onde um grupo de pessoas se reúnem, e uma pessoa contida no grupo, assume o papel do Mestre de Jogo, responsável por elaborar ou adaptar a estória (chamada aventura) em algo que os jogadores sejam capazes de vivenciar através de suas personagens.
O Mestre de Jogo, buscando interferir o mínimo, normalmente busca a modalidade “ação e conseqüências”, ou seja, ele faz o que quiser fazer e arca com as conseqüências do que fez, sendo que, estas conseqüências podem impactar no grupo todo.
Neste contexto, o dilema moral se aplica nas situações de jogo onde um jogador ou o grupo pode se omitir, em benefício próprio (suborno, etc) ou, fazer o que, conforme a moral comum, seria “certo”.

Quando começaram a surgir os jogos de computador, com real capacidade de interação, estas características foram, em partes ou totalmente, replicadas.

Alguns jogos, por exemplo, Deus EX (Junho de 2000) já lidava com estes elementos, onde, no final, você tem três opções de escolha, e, o fim do jogo se dá conforme esta escolha final, sendo que Chrome (2003) segue a mesma linha.
Jogos diretamente derivados de RPGs, como NeverWinter Nights (Junho de 2002) e NeverWinter nights 2 (Novembro 2006) aplicam este conceito ao jogo todo, sendo que, todos os rumos no jogo derivam das ações do jogador, aproveitando um conceito presente no Dangeon & Dragons, chamado alinhamento. Como este conceito é explicado muito bem em http://en.wikipedia.org/wiki/Alignment_(Dungeons_&_Dragons), eu não vou entrar em maiores detalhes aqui. Basta dizer que, ele define até mesmo quem se dispõe a estar no seu grupo dentro do jogo ou não, até mesmo, como o mundo se comporta como você e sua visão de mundo.

Desta forma, os jogos se tornam ainda mais personalizáveis, uma vez que, o rumo do jogo depende de quem está jogando, e, inúmeros finais e situações surgem ou não a depender de quem joga, uma vez que "certo" ou "errado" depende dos valores e visão de mundo de cada um.

sábado, 3 de novembro de 2007

A Miséria da Condição Humana

Reflexões após assistir "O Albergue" e "Jogos Mortais II". Estive considerando até que ponto a natureza humana é podre.

Tudo bem, cabe a cada um criar, alimentar e controlar seus demônios, porém, infelizmente, muitas vezes, os demônios de alguns precisam da miséria alheia para seu sustento. Apesar de "apenas filme", "obra de ficção", acredito que ocorra no mundo "real". Inspirado ou não pelos filmes. A mente não possui limites, tanto para o bem, quanto para o mal.

Filmes mais antigos já abordaram temas similares, dentre eles, "8mm", que aborda o submundo dos filmes chamados "snuff" (filmes envolvendo sexo/sodomização, tortura e assassinato de atores/atrizes sendo gravado e exibido no filme).

O que é "interessante" nestes filmes, que expõe aspectos sombrios da natureza humana, demonstrando que é tudo uma questão de interesse e conveniência (para muitos, o pilar mais basico da condição humana)

Uma das personagens mais fascinante deste tipo de filme é Dr.Hannibal Lecter (Silêncio dos Inocentes, Hannibal, Dragão Vermelho, Origem do Mal). Não por ele ser um assassino, mas sim por sua genialidade em perceber a essência das pessoas, por perceber as falhas e suscetibilidades de cada um. Caso alguém tenha esquecido, a mesma coisa que o "Chico Estrela"
faz quando vê uma mulher parada em algum lugar.

Mais e mais me convenço de que, apesar de existir pessoas em essência, boas, a maior parte da humanidade é podre.

O mundo vive em guerras por mera discordância religiosa, uma nação tenta impor à outra seus valores, lingua, religião, cultura, etc.

Ainda há jeito para a humanidade, basta que todos trabalhem mais, respeitem mais (ao invés de agredir), e, talvez, quando a humanidade realmente for como uma coisa só (salve, Lennon), o mundo será um lugar melhor para se viver.